quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pra começo de Conversa

Uma tribo em expansão

A tribo dos Otakus, fãs de animês e mangás, é uma das que mais cresce no Brasil

Publicado em 02/09/2005 - 00:01


Por Renato Marques

Qual é a sua tribo? Punks, rappers, clubbers? Bem, se você gosta de mangás e animês, já sabe que sua tribo é a dos Otakus. Se você não é um desses, com certeza conhece-os. Não é exagero, por exemplo, dizer que as universidades foram invadidas por eles. Pense bem, na sua sala não tem alguém que sempre anda com aqueles "estranhos" gibis japoneses (sim, o certo é ler "de trás para frente", da direita para a esquerda), ouve música pop japonesa, assiste Pokemón, Dragonball e coisas assim? Esse é o Otaku.

Embora no Japão o termo Otaku carregue um forte sentido pejorativo (pessoas que não se relacionam e vivem dentro de um mundo particular, os populares "nerds", mas com uma carga muito maior), no Brasil ele define a galera que curte mangás e animês, mas sem esse significado negativo. Pelo contrário, a maioria tem orgulho em se definir como tal.

"Eu sou um Otaku. Uma das definições da expressão é quem gosta de anime, manga e cultura japonesa. Então, eu sou um sim", diz o estudante do curso de Sistemas de Informação da FSA (Centro Universitário Fundação Santo André), Gilberto Tadeu Marques Bueno.

A postura de Bueno tem se tornado cada vez mais comum. Durante algum tempo, os fãs de mangás e animês eram vistos com muito preconceito pelos colegas de sala. Hoje, eles se mostram cada vez mais como fãs dessas séries, sem medo de serem discriminados. E engana-se também quem pensa que isso é privilégio de descendentes de japoneses. Atualmente, as crianças começam logo cedo a entrar no mundo dos mangás, através dos desenhos na TV.

"Acredito que os educadores devem olhar para os mangás como recurso didático e uma forma de comunicação a mais. É só observar que as revistas japonesas têm formado novos leitores de quadrinhos", diz o professor de Histórias em Quadrinhos e Mangá da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos) e da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), Daniel HDR. Muitas crianças começavam a ler com as comics, iniciam com mangás, também pela influência das mídias como a televisão e a Internet."

Bueno é um desses casos. Fã dos desenhos desde pequeno, a transição para as histórias escritas foi natural. "Comecei assistindo animes. Fui ler apenas depois de um tempo, quando cresci, mas assisto desenhos japoneses desde os três anos. O mangá mesmo comecei logo que saíram os primeiros em português, que foram Sakura Card Captor e Kenshin", conta.

E a fantasia?

Para os fãs mais "empolgados", não basta ler - é preciso ser. Assim, alguns aproveitam para costurar fantasias dos seus personagens favoritos, são os chamados "Cosplay". Apesar de ser fã do mangá "Guerreiras Mágicas de Rayearth" (se você não conhece, é a imagem principal deste especial), Bueno já fez cosplay de diversas histórias, mas atualmente é Ferreiro, baseado no mangá coreano Ragnarok Online.


Fonte: http://www.universia.com.br/cultura+/materia.jsp?materia=8406

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